terça-feira, 19 de março de 2013

Ciúmes!


Nunca fui dessas mulheres que param o trânsito, o shopping, a praça ou a faculdade para escandalizar de ciúmes. Se sentia ciúmes era sempre uma coisa só minha! Na minha cabeça significava que aquela desconfiança só poderia ter fundamento e que então era melhor deixar aquele relacionamento pra lá de uma vez! 

Sabe, sempre fui daquele tipo que aponta a bonita que passa na rua e diz "Olha essa bunda amor!", "Que peitão!"... Daquelas que houve as histórias de sexo dos amigos e dá risada dos detalhes sórdidos, compartilhando as sacanagens dos meus romances como se fosse um brother contando pra outro a transa da noite passada.

E se ele sentia ciúmes? Só podia estar devendo na praça. Nunca gostei de ninguém controlando meus passos, se me sufocava e me apertava eu escorria pelos dedos, fazia um charme, as vezes ficava até cansar, enjoar da brincadeira... E depois ía embora facilmente como se nada tivesse acontecido.

Mulheres como eu se acham superiores! Sentimos que somos sempre a namorada mais legal da roda, por que ficamos pra tomar cerveja e ouvir as baixarias dos Bolinhas ao invés de ficar com as Luluzinhas mandando mensagem de cinco em cinco minutos. Eu ria das mentiras deslavadas que os amigos contavam para as namoradas aparentemente neuróticas e inseguras... Neura? Isso não era pra mim.

Eu pensava comigo mesma que relacionamento de verdade é aquele em que as duas pessoas são suficientemente maduras pra entender que desejo é algo inevitável e que isso nada interfere no amor que sentem um pelo outro. Sempre preferi saber o que se passa nas sinapses e nos sonhos de quem estava comigo do que ser traída mentalmente sem saber.

E se era assim, estava tudo bem. Aí descobri que amar é uma coisa louca... que o mundo gira de um jeito que não podemos controlar. A gente se apaixona por um cara ciumento, inseguro, cheio de marcas do passado e cicatrizes no coração. Que te liga perguntando "onde você tá" com aquele ar de desconfiança enquanto você está é deitada no sofá na casa do seu pai, de pijama, lendo um romance policial.

O tempo passa, você mostra pra ele que prefere as coisas do tipo "sincero", coloca as cartas na mesa e joga todas as suas verdades na cara dele desde o início... ele percebe que mesmo que doa, mesmo que ele fique vermelho, mesmo que ele não entenda os seus motivos, você vai falar a verdade e fazê-lo entender (pelo menos tentar)... Ele descobre em você justamente aquela parte do amor que não dói. E te mostra o que é amar!

A paixão e o amor, em uma combinação bombástica, nos fazem cegas (não por que não enxergamos, mas por que vemos apenas o que queremos, inclusive quando procuramos chifre em cabeça de cavalo), surdas (por que escutamos apenas nosso coração e nossos instintos mais primitivos), curiosas (por que queremos saber de tudo, o que devemos e o que não devemos saber), carinhosas (de forma que nunca fomos antes), carentes (por que nunca é tempo o suficiente pra ficarmos juntos), friorentas (só pra poder sermos abraçadas e envolvidas naquela conchinha embaixo das cobertas)... Enfim!

Você descobre com ele que não é tão imune assim a sentimentos que antes você julgava bobos demais pra você mesma... não por que emburreceu, mas por que é humana, mulher e apaixonada...

5 comentários:

  1. Ameiii, nossa amei este texto, desabafo, enfim amei o que você escreveu, perfeito é bem assim mesmo este sentimento...
    Beijos

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  2. òinnnnnnnnnnnnnnnnnnnn que linda!!!

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  3. AMO MINHA MANINHAA... ESTA MENINA VALE OURO...
    FELICIDADESS !!!!

    Att.
    Dinho Psaras..

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