quarta-feira, 30 de maio de 2012

Questão de saúde!



Acho que eu peguei uma dessas doenças de cidade grande capitalista. Os primeiros sintomas se dão com a quebra do freio dos pés. Depois o dinheirinho que outrora ambicionava alegremente, não é mais suficiente. As roupas, os sapatos e os acessórios não servem mais... Na calçada, a inquietação e a desconfiança são constantes... crises de medo e de raiva... Meu Deus... Estou doente!

Não é por que hoje é aniversário do meu pai e ele, Pontagrossense que é, sempre disse que Ponta Grossa seria a melhor cidade do mundo para se viver... Mas preciso confessar que em algum ponto talvez ele estivesse certo. De todos os defeitos que a cidade tem e de todos os dramas que me envolveu, doenças de cidade grande com certeza não é um deles.

Falo dessas doenças sociais... dessas grandes batalhas pelo poder que ocorrem nas instituições e nichos das grandes amontoações de gente. Não sei se é um vírus, uma bactéria... uma mera inflamação... sei que infecta (Perdão, amigos médicos, pelos termos equivocados!) cada habitante do grande meio ambiente urbano, de uma forma ou de outra.

"PG City" (como gostamos de chamar), com todas as queixinhas que me fez ter, ainda guarda em si aquela imunidade que só os anti-corpus interioranos podem proporcionar. Muitas vezes chamei de mediocridade... talvez seja... mas esse pensamento tradicionalista, do qual tanto reclamei, me fez por muito tempo (ou nem tanto assim)  evitar a super-exposição e por consequência a contaminação pessoal por estas doenças de cidade grande, muitas vezes não diagnosticadas.

Talvez não seja um drama de cidades grandes ou pequenas... talvez seja um drama de humanos... dessas aglomerações de pessoas que, como bem sabemos (e já falamos sobre isso aqui "N" vezes), são sujeitas ao bem e ao mal. Parece que em grandes grupos, com a possibilidade de esconder-se por trás de máscaras e dissimulações, a maldade se sobressai.

É isso que me assusta. Que me tem deixado na defensiva... que tem me feito exitar em questões que jamais exitei... É essa maldita doença que me faz acordar de madrugada com medo de chegar atrasada... que me faz preocupar tanto com horários... quem me conhece sabe que eu nunca fui do tipo britânica... pontualidade nunca foi uma das minhas qualidades... talvez por isso a falta dela tenha se transformado em uma enorme neura!

Acho que o jeito é dar uma fugidinha (Que horror falar essa palavra e lembrar daquela música ridícula!) pra algum lugar distante... Dar uma pausa no cérebro e no relógio... Que tal Amor? Eu e você? Você e eu? To topando Pernambuco ou Parati, praia ou serra, na rua, na chuva ou na fazenda... até casinha de sapê... desde que eu possa ficar de resguardo, longe desse vírus horripilante que é a neurose urbana.

Pode ser???

7 comentários:

  1. auHAUhauHAU! E ELA SUCUMBIO A PG!!! CALMA ANA´É SÓ UMA FEBRE ALTA, VAI PASSAR AMORE, VEM PRA FLORIPA VEM!

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    1. Pois bem! Já estou arquitetando meu plano de fuga! Talvez para o feriado... que tal?

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    2. Floripa é o TOP da fugida né???
      Eu topo sim amor, até na casinha de sapê!!!

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  2. Hoje percebi que até meu tempo de descanso tem hora e local para acontecer...
    Então acho que posso dizer que te entendo perfeitamente! Por isso que eu fujo para Paraty de vez em quando, vou para Guararema me esconder no meio da "minha" casa silenciosa, onde nenhum horário, compromisso ou preocupação me alcançam...
    Beijos...
    Ju

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    1. E que te faça bem essa viagem... estamos todas precisando de férias! ;)

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  3. Creio ser um drama das grandes cidades e daqueles que vivem nelas...ansiedade, correria, trânsito...TIC TAC, acorda!!!!
    Beijos ;)

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    1. É "tic tac" que não para mais! Preciso de férias! :/

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